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Vem ai a segunda geração da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e 2G)

A dinâmica de implantação da Nota Fiscal eletrônica (NF-e) não dá trégua. Às vésperas do fim do prazo para que empresas de mais 54 atividades econômicas migrem definitivamente do papel para o meio eletrônico, aumentando para quase uma centena o número de segmentos obrigatórios à escrituração digital, surge agora uma nova demanda: a NF-e de Segunda Geração. Se na primeira fase o sistema reuni informações sobre o emitente e o destinatário, discriminando produtos, valores e impostos para fornecer a autorização legal em arquivo eletrônico, agora a idéia é documentar todos os eventos que ocorrem durante o ciclo de vida do documento fiscal, o que inclui do registro de saída do produto à confirmação do recebimento da mercadoria, passando por devolução, registro de roubo de carga, carta de correção e outras ocorrências.


“O governo está fechando o cerco e refinando o controle de forma a prevenir fraudes”. Observa Marco Antonio Zanini, diretor-geral da Nfe do Brasil, do Grupo TBA. Ele explica que a segunda geração amplia a transparência das transações, impedindo malabarismos como o artifício de emitir a nota fiscal para uma localidade com menor alíquota de impostos e, de lá, simular o envio da mercadoria a um novo destino. ” Não se poderá mais fazer a movimentação apenas no papel. A carga terá de obrigatoriamente transitar entre os pontos, sendo que o efetivo recebimento da mercadoria deverá ser reportado de forma oficial ao Fisco.”

Os novos parâmetros definidos pelo governo na versão 3.0 do Manual de Integração do Contribuinte poderão ser encontrados através do link http://www.nfe.fazenda.gov.br/PORTAL/integracao.aspx

Fonte: Exame - Edição 950

 

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